Prosa Rural – Consórcio de fruteiras nativas para ampliar a biodiversidade

CUPUAÇU – O Prosa Rural desta semana fala sobre as vantagens do consórcio de fruteiras nativas amazônicas com culturas alimentares de ciclo curto. A pesquisadora Aparecida Claret, da Embrapa Amazônia Ocidental, explica como fazer esses plantios nas entrelinhas dos cupuaçuzeiros, diversificando assim os pomares com outras espécies nativas. O programa também mostra que essa prática sustentável pode aumentar a renda do produtor, a partir da inserção de frutas nativas nos mercados e feiras. Para saber mais não perca o Prosa Rural. O Prosa Rural é o programa de rádio da Embrapa!

Conforme Aparecida das Graças Claret, pesquisadora da Embrapa Amazônia Ocidental, usando as entrelinhas dos cupuaçuzeiros, os agricultores estão diversificando os pomares com outras espécies nativas, algumas de pouco conhecimento dos jovens consumidores, mas com sabor bastante apreciado pelos antigos amazônidas que coletavam seus alimentos na floresta.

Entre as fruteiras nativas que foram levadas pelo projeto estão a sorva, abiu, biribá, bacaba, caramuri, sapota, mapati (uva da Amazônia), castanha-de-galinha, castanha-de-cutia, araçá-boi, araçá-pera, castanha-do-brasil e açaí. “O agricultor pode agora diversificar a sua alimentação, vender o excedente e ainda colher e beneficiar o cupuaçu”, comenta.

O projeto é financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) e também levou aos produtores a ideia de plantar nas entrelinhas dos cupuaçuzeiros culturas alimentares como mandioca, macaxeira, abóbora, melancia, maxixe, dentre outras de rápido crescimento, criando alternativas de alimento, ocupação e renda no campo, até o cupuaçu começar a produzir entre 2 a 3 anos após o plantio.

“Então se aproveita as entrelinhas plantando as culturas anuais, como macaxeira, mandioca, milho e feijão, que servirão não apenas como alimento, mas também para ter retorno econômico dos investimentos”, explica Ferdinando Barreto, pesquisador da Embrapa Amazônia Ocidental. No projeto, ele tem trabalhado nas atividades com mandioca, macaxeira, milho e no próximo ano pretende levar o feijão caupi.

Durante o desenvolvimento da cultura perene, é possível obter vários ciclos de culturas anuais. A mandioca, que tem um ciclo mais longo, vai passar cerca de 1 ano, mas o milho pode levar 2 a três ciclos até a cultura perene crescer e começar a produzir. “Então você tem um espaço enorme para aproveitar, que vai servir tanto para aproveitamento da mão de obra, melhor uso da terra como também de retorno financeiro”, explica Barreto.

Biodiversidade – As frutas nativas, apesar do sabor diferenciado e ser apreciadas por grande parte da população, são raras e caras nas feiras e mercados de Manaus. Para a pesquisadora, a razão é devido à baixa produção desses frutos, por isso ela teve a ideia de incentivar o cultivo em áreas próximas à capital amazonense. “Quanto mais os produtores forem plantando, a diversificação vai aparecer no mercado e o consumidor vai ficar conhecendo, testando o sabor e, consequentemente, vai aumentar a demanda e o setor produtivo terá motivos para aumentar a oferta”, explica

Chamada

Fonte: Embrapa

Redação BAA
Redação BAA
Redação do portal BrasilAmazôniaAgora

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