Pesquisadores criam linha de produção para industrializar açaí no Amazonas

A implementação e inserção de uma linha de produção de açaí móvel e itinerante no mercado promissor do agronegócio fazem parte de um projeto apoiado pelo Programa Centelha Amazonas – Edital nº 011/2019, da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam). A iniciativa busca produzir equipamentos automatizados para o branqueamento do açaí e, assim, atender a demanda dos pequenos empreendedores que trabalham na agricultura familiar e almejam abrir negócio nesse segmento.

O projeto, ainda em andamento, consiste numa linha de produção de açaí móvel e itinerante que busca entregar à população produtos (vinho/polpa de açaí) de qualidade, em consonância com as orientações de boas práticas alimentares estabelecidas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), minimizando os custos de preparação.

Produtos com mais qualidade, maior segurança para os batedores de açaí e acesso dos pequenos empreendedores a tanque de branqueamento automatizado estão entre os principais impactos do projeto, além da formação e incentivo ao empreendedorismo no município de Manicoré (distante 333 quilômetros de Manaus), onde a empresa está sendo implantada, com perspectiva de ser replicada para outros municípios do Amazonas.

Os tanques que envolvem a produção do alimento terão a capacidade mínima de 20 litros (o equipamento poderá ser construído em proporções diferenciadas de acordo com o interesse do empreendedor), a fim de baratear o custo da produção, tendo em vista que os pequenos empreendedores não possuem capacidade financeira para adquirir equipamentos em escala industrial. 

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Iniciativa de empreendedorismo inovador visa atender demanda de pequenos empreendedores que almejam abrir negócio no segmento

Segundo o coordenador do projeto e empreendedor, Jefferson Tavares, a proposta alcançará duas vertentes diferenciadas, pois terá um espaço de produção fixo em que criará e entregará para o mercado varejista e atacadista sua própria marca de açaí, alcançando o meio empresarial (supermercado, restaurantes, escolas, quiosques de alimentação, academias, entre outros), bem como trabalhará o desenvolvimento de equipamentos com uso de tecnologia, capazes de melhorar as práticas de produção do açaí, incentivando assim o agronegócio regional e o empreendedorismo.

“Com a automatização será garantido o cumprimento das rotinas em sua totalidade, com conforto e segurança, simplificando o processo que outrora era manual e bem arriscado. Ao adquirir o equipamento, o empreendedor terá o suporte técnico e pedagógico quanto às ações necessárias para o funcionamento do agronegócio”, frisou o coordenador.

O diferencial competitivo não se refere somente à capacidade produtiva do equipamento, mas também tem o intuito de otimizar o trabalho do batedor de açaí, que terá sua ação minimizada. Isso porque o equipamento será automatizado por meio de arduínos (dispositivos baratos, funcionais e de fácil programação, permitindo personalizar ações de acordo com o centro de interesse do programador/desenvolvedor), segundo o projeto.

Monitoramento

Para acompanhamento da produção será desenvolvido um software/aplicativo que apresentará a ficha técnica do produto, a quantidade de insumos, produção diária, semanal, mensal, anual, cálculo de perda de produção e estoque, facilitando o controle produtivo do pequeno empreendedor.

Texto publicado originalmente em Segundo a Segundo

Redação BAA
Redação BAA
Redação do portal BrasilAmazôniaAgora

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