Petrobras e governo cogitam investir em energia eólica e hidrogênio no Ceará

O governador do Ceará e o presidente da Petrobrás tiveram reuniam no fim de semana para desenvolver a potencialidade energética sustentável do estado nordestino

O presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, e o governador do Ceará, Elmano de Freitas, ambos do PT, discutiram o desenvolvimento de eólicas offshore, hidrogênio, combustíveis – biorrefino e biodiesel –, gás natural, exploração no offshore e revitalização de ativos. O encontro ocorreu no fim de semana, segundo publicação do executivo no Instagram.

Ceará é um dos estados que apostam na dobradinha entre energias renováveis e eólicas offshore, para industrialização com foco em hidrogênioO porto do Pecém foi um dos primeiros a começar a desenvolver um hub para atrair esses investimentos.

Elmano de Freitas tem agenda marcada com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), e se encontrou recentemente com o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira (PSD), em reunião que contou com o senador Cid Gomes (PDT/CE) – da frente do hidrogênio – e de executivos da Fortescue, que assinou um pré-contrato com o Pecém.

Petrobras e governo cogitam investir em energia eólica e hidrogênio no Ceará
Elmano de Freitas, governador do Ceará (reprodução, Twitter)

A Petrobras, por sua vez, já se posicionou em sete projetos, com 14,5 GW de potência total. As eólicas offshore dão os primeiros passos no Brasil e diversas companhias já registraram áreas no Ibama, em uma primeira etapa para um futuro licenciamento. A Petrobras tem um acordo com a Equinor para avaliar sociedades futuras.

Falta o marco legal

O governo Bolsonaro chegou a editar, via decreto, as regras para contratação das áreas offshore para instalação dos parques eólicos – e setores do governo passado tinham o desejo de lançar uma primeira licitação em 2022, inclusive com o Ceará entre as áreas prioritárias.

Mas o mercado aguarda agora a definição da lei: um projeto foi aprovado no Senado ano passado e tramita na Câmara dos Deputados. É de autoria do próprio Prates, ex-senador pelo Rio Grande do Norte; e foi relatado pelo então líder do governo Bolsonaro, Carlos Portinho (PL/RJ).

Fonte: EPBR

Redação BAA
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Redação do portal BrasilAmazôniaAgora

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