Cientistas do INPA descobrem novo peixe-elétrico na Amazônia que vive em águas calmas e rasas

O peixe-elétrico foi identificado tanto em riachos de savana sazonalmente inundados, localizados no Rio Branco, quanto em riachos de terra firme nas partes média e baixa da bacia do Rio Negro

Uma nova espécie da família de peixes elétricos Hypopomidae – os hipopomídeos -,denominada Microsternarchus javieri n. sp., foi descoberta em diferentes ambientes da região amazônica. O peixe foi identificado tanto em riachos de savana sazonalmente inundados, localizados no Rio Branco, quanto em riachos de terra firme nas partes média e baixa da bacia do Rio Negro, no estado do Amazonas.

Os hipopomídeos pertencem à ordem Gymnotiformes, um grupo popularmente conhecido por incluir os chamados peixes-faca, tuviras, sarapós, ituís e poraquês, estes últimos famosos por suas descargas elétricas.

O estudo que descreve formalmente a espécie foi publicado no Volume 55 da revista científica Acta Amazonica, editada pelo Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA).

Novo tipo de peixe-elétrico descoberto na Amazônia vive em águas calmas e rasas.
Novo tipo de peixe-elétrico descoberto na Amazônia vive em águas calmas e rasas | Foto: Reprodução/Acta Amazonica

De acordo com o resumo do estudo publicado na Acta Amazonica, a nova espécie de peixe-elétrico Microsternarchus javieri n. sp. foi comparada morfologicamente com outras duas já conhecidas do mesmo gênero: Microsternarchus bilineatus, do Rio San Bartolo, na Venezuela, e Microsternarchus brevis, da porção superior do Rio Negro. A análise detalhada permitiu diferenciar a nova espécie com base em características específicas de anatomia e habitat.

Com essa descrição, o número total de espécies conhecidas no gênero Microsternarchus agora chega a cinco.

Detalhamento do peixe-elétrico.
Detalhamento do peixe-elétrico. Foto: Reprodução/Acta Amazonica

“Esses peixes habitam riachos bem oxigenados com correntes lentas e, portanto, não estão presentes no canal principal do rio. Durante o dia, quando em repouso, eles têm uma preferência de microhabitat por áreas rasas na estação seca, com grande abundância de folhas mortas, raízes abundantes, serapilheira, cobertura vegetal e raízes emaranhadas”, descrevem os pesquisadores no artigo.

Isadora Noronha Pereira
Isadora Noronha Pereira
Jornalista e estudante de Publicidade com experiência em revista impressa e portais digitais. Atualmente, escreve notícias sobre temas diversos ligados ao meio ambiente, sustentabilidade e desenvolvimento sustentável no Brasil Amazônia Agora.

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