Pandemia prejudicou avanço da eficiência energética, alerta IEA

Com a pandemia, os esforços para aproveitar melhor a energia sofreram um baque. Este ano, o mundo consumiu menos energia e viu os preços do petróleo e gás despencarem. O preço da energia renovável seguiu sua saudável rota de queda. Assim, os esforços para aumentar a eficiência no uso da energia ficou aquém do que o necessário para limitar o aquecimento global. Segundo a versão 2020 do relatório sobre eficiência energética da IEA (Agência Internacional de Energia), o cenário mais otimista diz que ela tem que responder por 40% da redução de emissões do setor energético até 2040. O que se viu nos últimos anos foi um aumento de eficiência de 1,5% em 2018, 1,6% no ano passado e apenas 0,8% este ano. Aproveitar melhor a energia deveria ser o primeiro mandamento do planejador de energia, seja em uma empresa, em um país ou na vida de cada um. A Reuters, o Financial Times e a Bloomberg comentaram o relatório.

Em tempo: A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) e seus aliados (OPEP+) chegaram a um acordo sobre a retomada da produção em 2021, depois de semanas tensas de negociação entre a Arábia Saudita, líder do bloco, e a Rússia. Pelo acordo firmado, os países produtores irão elevar o limite de produção diário para 500 mil barris em janeiro. A partir de fevereiro, os ministros da OPEP+ se reunirão mensalmente para decidir os próximos passos. Os países estavam divididos sobre como prosseguir, já que a recuperação da demanda global por petróleo está sendo prejudicada pela continuidade da pandemia, o que puxa para baixo os preços do combustível. BloombergFinancial Times e Reuters abordaram o acordo.

Fonte: ClimaInfo

Redação BAA
Redação BAA
Redação do portal BrasilAmazôniaAgora

Artigos Relacionados

Mudanças climáticas podem reduzir qualidade nutricional da soja, diz estudo

Mudanças climáticas podem aumentar a produção de soja, mas reduzir proteína e amido, afetando a qualidade nutricional do grão.

Desmatamento na Mata Atlântica recua 40% e atinge menor marca histórica

Desmatamento na Mata Atlântica cai ao menor nível em 40 anos, mas perdas seguem concentradas em cinco estados e ainda pressionam o bioma.

Eleições na Amazônia 2026: O saldo ambiental ambíguo no Amazonas

Wilson Lima deixa saldo ambíguo no Amazonas. Apesar do avanço da bioeconomia, o mandato foi marcado por conflitos socioambientais.