Nova espécie de golfinho descoberta na Amazônia

Em artigo publicado na revista PLoS One, cientistas liderados por Tomas Hrbek, da Universidade Federal do Amazonas do Brasil, descrevem formalmente o ‘Inia Araguaiaensis’, uma nova espécie de golfinho que habita a bacia do Rio Araguaia. É o primeiro boto de água doce descoberto desde 1918. 

Nova espécie de golfinho isolado por quedas d’água

A descoberta aconteceu depois que Hrbek e seus colegas notaram que um grupo de golfinhos do rio Araguaia foi isolado de outros  por uma série de corredeiras. Análises genéticas demonstraram que o boto (Inia Araguaiaensis) é muito diferente  de outros da Amazônia. O suficiente para ser classificado como uma nova espécie . 

A espécie e suas diferenças

As diferenças entre o boto do Araguaia e seus parentes próximos, o golfinho do rio boliviano Inia, vão além da genética. A nova espécie é menor, tem um número diferente de dentes; o crânio é mais amplo. Há no mundo cerca de 40 tipos de golfinhos, e muitos deles ameaçados de extinção.

No Brasil, uma das espécies mais ameaçadas são as Toninhas.

Ameaças à nova espécie

Mas não se iluda, a nova espécie já está ameaçada. Eles enfrentam riscos de projetos hidrelétricos, poluição das áreas urbanas, e as de  agricultura, tráfego de barcos e pesca acidental. Além disso sua população é bastante baixa. Aparentemente, o número é estimado em cerca de 1.000 indivíduos.

Segundo os responsáveis,

As populações de médio e alto rio Tocantins são fragmentados por seis usinas hidrelétricas, não incluindo a barragem de Tucuruí, e é provável que tenham muito poucos indivíduos.

Para os cientistas,

a bacia do Rio Araguaia tem  registrado forte pressão antrópica  através de atividades agrícolas e pecuárias, e a construção de hidrelétricas. E todos estes aspectos  têm tido efeitos negativos sobre a biodiversidade local

Fonte: Mar sem fim/Mongabay

Redação BAA
Redação BAA
Redação do portal BrasilAmazôniaAgora

Artigos Relacionados

O compromisso com o Amazonas atravessa as eleições

“Sem vinculação partidária ou eleitoral, o CIEAM tem razões institucionais para cobrar a preservação das garantias da Zona Franca e a transformação dessas conquistas em investimento, emprego e desenvolvimento regional.”

O clima no debate eleitoral e a conta que chega ao Amazonas

"Secas, fumaça e calor afetam a saúde, o abastecimento...

Lula na ONU: a coragem de dizer que o mundo não tem dono

Diante de uma Assembleia transformada em palco para ameaças...

Fumaça em Manaus: ar chega a nível péssimo e focos de calor sobem 282% no Amazonas

Fumaça em Manaus piora a qualidade do ar em diferentes bairros, enquanto focos de calor aumentam 282% no Amazonas.