MPF vai investigar morte de crianças indígenas sugadas por draga

As duas crianças nadavam no rio perto de uma balsa usada por garimpeiros e teriam sido sugadas pela draga que faz a sucção de minérios, no dia 12 de outubro.

O Ministério Público Federal abriu uma investigação para apurar a morte, por afogamento, de duas crianças indígenas na comunidade Makuxi Yano, região do Parima, Terra Indígena Yanomami, município de Alto Alegre, em Roraima. O caso ocorreu no último dia 12 de outubro. ebcebc

De acordo com relatos feitos por lideranças locais, as duas crianças nadavam no rio, perto de uma balsa usada por garimpeiros, e teriam sido sugadas pela draga que faz a sucção de minérios. Um dos corpos foi encontrado pelo Corpo de Bombeiros no dia seguinte e o outro, dois dias depois do incidente. 

Entre as questões que serão investigadas estão a eventual responsabilidade de invasores da terra indígena e a possível omissão dos órgãos responsáveis pela proteção das comunidades em questão, informou o MPF. Já existem ações judiciais em andamento exigindo proteção territorial aos Yanomami e apurações sobre violações de direitos da comunidade. 

“O MPF tem reiteradamente alertado o governo federal sobre as trágicas consequências que o avanço do garimpo ilegal podem acarretar a uma população indígena de recente contato e advertido sobre a responsabilização das autoridades que se omitirem em agir”, diz o MPF, em nota.

Fonte: Agência Brasil

Redação BAA
Redação BAA
Redação do portal BrasilAmazôniaAgora

Artigos Relacionados

Nosso compromisso com o futuro do Amazonas

O setor produtivo assume sua parte na construção de...

Estudo da UFPR liga desmatamento na Amazônia à queda de chuvas no Paraná

Estudo da UFPR liga o desmatamento na Amazônia à redução de chuvas no Paraná, com riscos para lavouras, água e hidrelétricas.

Raoni e a dignidade no poente da vida

“Aos 94 anos, o cacique que atravessou o mundo...

A parte preservada da Amazônia está esquentando 3 vezes mais rápido que o resto da floresta

Aquecimento na Amazônia avança em áreas preservadas e eleva extremos de calor e seca, aponta estudo internacional.