Mesmo com chuvas, tarifa elétrica seguirá mais cara em fevereiro

A pior estiagem em mais de 90 anos secou as hidrelétricas em 2021 e obrigou o país a contratar termelétricas, encarecendo a conta de luz.

Quem esperava a recuperação dos reservatórios para pagar menos pela energia, pode tirar o cavalinho da chuva. A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) manterá a bandeira tarifária de Escassez Hídrica que adiciona R$ 14,20 na conta a cada 100 kWh consumidos, informam UOLCorreio Braziliense e Poder 360.

O motivo é que as linhas de transmissão já estão ocupadas pela energia contratada das usinas termelétricas. O Globo já tinha informado que a ANEEL pediu ao ONS a redução da geração térmica, para que a água agora disponível seja aproveitada, já que as barragens hidrelétricas estão jogando água fora. Outra vitória do lobby dos combustíveis fósseis é o aumento de 21% do valor gasto pela ANEEL com usinas termelétricas a carvão, informa a CNN.

Em tempo 1: Segundo a ABSOLAR, o Brasil atingiu a marca de 1 milhão de consumidores com geração própria de energia solar. A expectativa do setor é de grande expansão em 2022, com a previsão de geração de mais de 350 mil postos de trabalho, um crescimento que se deve, inclusive, aos altos custos da energia, reporta o ECO21. O impacto da geração solar em pequenas comunidades excluídas do sistema convencional é tema de reportagem do ECOA no UOL.

Em tempo 2: Um editorial do Diário do Nordeste descreve a guerra de lobbies na qual a energia eólica se meteu depois da publicação das regras para produção offshore há uma semana. Segundo o texto, a Associação Brasileira de Eólicas Marítimas (Abemar) acusa a Associação Brasileira das Empresas de Energia Eólica (Abeeólica) de tentar atrasar projetos no mar em benefício dos projetos em terra por meio de interpretações equivocadas do novo decreto.

Fonte: ClimaiInfo

Redação BAA
Redação BAA
Redação do portal BrasilAmazôniaAgora

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