Conheça 5 fatos surpreendentes sobre o maior rio do mundo

O rio Amazonas, além de ser o maior rio do mundo, mais extenso, também tem características únicas que o tornam um dos afluentes mais impressionantes do planeta.

Por Redação National Geographic Brasil

O rio Amazonas nasce a mais de 5 mil metros de altitude, na Cordilheira dos Andes, no Peru, e segue por quase 7 mil quilômetros até sua foz, no norte do Brasil, no estado do Pará. 

Nesse trajeto, segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o rio recebe os nomes de Ucayali, Solimões, Marañon, Apurímac, sendo batizado oficialmente de Amazonas depois de se encontrar com o Rio Negro, já em terras brasileiras

Seu tamanho, por si só, já o coloca como um dos rios mais impressionantes do mundo. Mas as características que tornam o rio Amazonas incomparável não param por aí.

1. AMAZONAS: DUAS VEZES O MAIOR RIO DO MUNDO

Além de ser o mais extenso do mundo, superando o rio Nilo em quase 140 quilômetros, o Amazonas também detém o título de rio com o de maior volume de água do planeta, segundo informa o Inpe. Sua vazão média é de 210 mil metros cúbicos de água por segundo (o equivalente a 210 milhões de litros por segundo). 

2. O RIO AMAZONAS FORMA A MAIOR BACIA HIDROGRÁFICA DO MUNDO

O rio Amazonas é o afluente principal da maior bacia hidrográfica do mundo, de acordo com dados do Inpe, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), da Agência Nacional de Águas (ANA) brasileira, e do Instituto Nacional Geográfico do Peru (IGN). Ao todo, a bacia do Amazonas abrange uma área de 7 milhões de quilômetros quadrados e se estende por oito territórios da América do Sul, sendo eles Brasil, Bolívia, Colômbia, Equador, Guiana, Guiana Francesa, Peru, Suriname e Venezuela. Se o território da bacia fosse um país, ele seria o sétimo maior do mundo. 

Rio Amazonas 1

Além do rio principal, a bacia conta com aproximadamente 1100 afluentes, dos quais três também estão entre os 10 maiores rios do planeta (em comprimento): são eles o rio Madeira (1450 km), o rio Negro (2250 km) e o rio Japurá (2100 km).

3. O RIO AMAZONAS É O QUE MAIS DESPEJA ÁGUA DOCE NO OCEANO

Devido a sua enorme vazão, o rio Amazonas é responsável por despejar aproximadamente 105 bilhões de litros de água doce no Oceano Atlântico a cada minuto. 

Isso equivale a um quinto do volume total de água doce que deságua em oceanos no mundo, de acordo com a ANA. A quantidade de água doce é tanta, que o Atlântico tem sua salinidade reduzida até 150 km mar adentro. 

Maior Rio
Foto divulgação

4. A MAIOR DIVERSIDADE DE ANIMAIS AQUÁTICOS DO PLANETA ESTÁ NO RIO AMAZONAS

A bacia do Amazonas possui a maior diversidade de animais de água doce no mundo. Segundo o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), até 2.500 espécies diferentes chamam os rios amazônicos de casa, entre elas se pode encontrar enguias elétricas, como o poraquê, as piranhas, o temido candiru e o pirarucu, um dos maiores peixes de água doce do mundo.

Isso sem mencionar as diversas espécies de tartarugas de rio, peixes-boi e o famoso boto-cor-de-rosa, animal característico da região.

Segundo pesquisadora animal comecou a ser chamado de cor de rosa por um erro de traducao Foto Getty Images
Segundo pesquisadora, animal começou a ser chamado de cor-de-rosa por um erro de tradução — Foto: Getty Images

5. É POSSÍVEL SURFAR NO RIO AMAZONAS

Segundo o IBGE, cerca de duas vezes por ano, as mudanças nas marés no Oceano Atlântico são altas o suficiente para forçar o rio Amazonas a recuar, o que gera ondas de 3 a 6 metros de altura por cerca de 20 km rio adentro. Esse fenômeno é chamado de Pororoca e acontece na foz do rio Amazonas, nos estados do Pará, Amapá e Maranhão. As ondas acontecem apenas uma vez ao dia, nos meses de janeiro a maio, no período de lua cheia ou lua nova.

O nome do fenômeno vem do tupi-guarani, uma das línguas dos povos nativos da região, e significa “grande rugido”, descrevendo o som alto e forte que as ondas do afluente fazem. 

Texto publicado em National Geographic

Redação BAA
Redação BAA
Redação do portal BrasilAmazôniaAgora

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