IBAMA e Petrobras se reúnem para discutir simulado ambiental decisivo para liberar ou negar a perfuração de petróleo no bloco FZA-M-59, na Bacia da Foz do Amazonas
IBAMA e Petrobras se preparam para entrar na última etapa antes da autorização para a exploração de petróleo no bloco FZA-M-59, na Bacia da Foz do Amazonas. Os órgãos vão se reunir para tratar da Avaliação Pré-Operacional (APO), um simulado essencial para testar a resposta a vazamentos e os impactos à fauna.
A Petrobras tem pressionado pela autorização do licenciamento ambiental do bloco FZA-M-59 pelo IBAMA e já havia tentado antecipar a realização da APO para julho, mas o pedido foi negado pelo órgão, que adiou o procedimento para agosto. A área da Bacia da Foz do Amazonas é considerada estratégica pela Petrobras para a perfuração de um poço de petróleo após a obtenção da licença.
Análises técnicas do IBAMA já haviam negado a licença para a perfuração. O objetivo da reunião é discutir logística, documentação e possíveis cenários para o simulado, uma vez que a Petrobras precisa apresentar um plano de resposta que preveja cuidados com animais afetados por eventuais vazamentos. A discussão ganha peso político com a proximidade da conferência climática COP30, marcada para novembro de 2025.

