Governadores discutem consórcio para ação climática no Brasil

articulação recente de governadores brasileiros para dialogar com outros países sobre questões de meio ambiente e clima pode dar origem a um novo grupo. Segundo informou Caio Spechoto no Poder360, ao menos oito governadores estão conversando para criar um consórcio com o objetivo de facilitar as negociações com governos e empresas no exterior e captar recursos para projetos nos Estados. A proposta seria uma alternativa ao Fundo Amazônia, paralisado pelo governo federal.

O grupo inicial seria composto pelos governadores do Espírito Santo (Renato Casagrande), Maranhão (Flávio Dino), Minas Gerais (Romeu Zema), Pará (Helder Barbalho), Pernambuco (Paulo Câmara), Piauí (Wellington Dias), Rio Grande do Sul (Eduardo Leite) e São Paulo (João Doria).

Falando em governadores, o conselheiro de segurança nacional dos EUA, Jake Sullivan, se reuniu ontem (5/8) com os chefes de nove estados da Amazônia brasileira. Segundo a Veja, a conversa teve como foco questões de financiamento para proteção florestal e ação climática.

Já O Globo destacou que, a despeito das conversas com governadores e outros grupos fora do governo federal, a intenção da Casa Branca não é confrontar abertamente o Palácio do Planalto. Além da discussão sobre meio ambiente, a pauta de Sullivan no Brasil também inclui outros pontos delicados na agenda bilateral, como o desenvolvimento da tecnologia 5G de telefonia móvel no Brasil.

No Poder360, Thomas Traumann observou que o Brasil de Bolsonaro segue sendo um desafio complexo para a diplomacia norte-americana: a postura da Casa Branca ainda é marcada pelo pragmatismo, mas não se sabe até quando isso será possível para os EUA. Na mesma linha, Fernanda Magnotta escreveu no UOL sobre a ciranda diplomática entre Brasil e EUA no tema ambiental. O diálogo da Casa Branca com governadores brasileiros, driblando Brasília, sinaliza o esforço dos norte-americanos em manter essa questão na pauta bilateral sem forçar a barra com o governo brasileiro – pelo menos, por ora. “Até o momento, todos tentam fazer parecer que será uma interlocução suave e sem crises. Estou entre os menos otimistas. Há diversas razões que permitem apostar em um jogo truncado e com algumas contusões pela frente”.

Fonte: ClimaInfo

Redação BAA
Redação BAA
Redação do portal BrasilAmazôniaAgora

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