Fogo consumiu mais de 163 mil km de floresta em 2022

O fogo consumiu mais de 163 mil km2 de florestas em todo o Brasil em 2022, uma área quase igual à do estado do Acre. O dado é do Monitor do Fogo, operado pelo MapBiomas e IPAM, que divulgou nesta semana um balanço sobre incêndios e queimadas do mês de dezembro.

A maior parte das queimadas registradas no ano passado aconteceu na Amazônia (49%) e no Cerrado (45%). Na comparação com 2021, houve um aumento de 14% no total de área queimada. Mas o dado de dezembro é muito mais preocupante: na comparação com o mesmo mês no ano retrasado, a alta nos incêndios foi de 93%, saltando de 1.748 km2 para 3.327 km2.

Ao mesmo tempo, a área queimada de florestas registrou alta de 93% em relação a 2021, sendo que 85% dos incêndios florestais em 2022 ocorreram na Amazônia. Quanto à área atingida pelo fogo em todos os biomas, 70% estava coberta por vegetação nativa – em maior extensão, as formações savânicas e campestres, encontradas no Cerrado.

Na Amazônia, o Pará foi o estado com maior área florestal queimada, com 29 mil km2. Já no Cerrado, Mato Grosso (36 mil km2), Tocantins (23 mil km2) e Maranhão (20 mil km2) foram os mais afetados pelo fogo.

Fogo
Foto divulgação

“Com o Monitor do Fogo podemos constatar que as florestas do Brasil, principalmente as da Amazônia, estão sendo altamente impactadas por incêndios. Em condições naturais isso não deveria estar acontecendo, o que indica um claro impacto da ação humana no aumento do fogo e da degradação das florestas”, explicou Ane Alencar (IPAM), que coordena o MapBiomas Fogo. 

Os dados do Monitor do Fogo do MapBiomas foram destaque na Folhag1Revista Galileu e Metrópoles, entre outros.

Em tempo: Se o Brasil conseguir zerar o desmatamento da Amazônia e do Cerrado, a economia internacional poderá ter um acréscimo de PIB de até US$ 240 bilhões, cerca de R$ 1,2 trilhão. O cálculo é do pesquisador Bráulio Borges, do FGV Ibre e LCA Consultores, e foi feito a partir do chamado “custo social do carbono”, que estima os impactos causados pela mudança do clima e os custos para remediá-los. Com a floresta amazônica e o Cerrado protegidos, os impactos da crise climática poderão ser aliviados, o que pode resultar em economia de recursos que, no business-as-usual, seriam gastos em medidas de adaptação. A Folha deu mais detalhes.

Texto publicado em CLIMA INFO

Redação BAA
Redação BAA
Redação do portal BrasilAmazôniaAgora

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