Estudantes brasileiros criam “couro” de kombucha

Uma dupla de estudantes da Universidade Federal do Paraná (UFPR) acaba de ser premiada com o iF Design Talent Award 2021 – conhecido como “Oscar do Design” – por desenvolver uma espécie de couro de kombucha. A bebida é obtida a partir da fermentação de chá (Camellia sinensis) adoçado. Bastante difundido por seus efeitos benéficos à saúde, a kombucha tem se mostrado uma promissora matéria-prima ecológica para designers.

Bem pensado. Inteligente e inovador. Muito útil na vida real. Estas são algumas palavras citadas pelo júri do prêmio alemão. Único da América Latina a ser condecorado, o biofilme foi criado para o Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) de Gislaine Lau e Felipe de Carvalho Ishiy, ambos formandos em Design de Produto. Eles optaram por aplicar a solução para revestir uma poltrona metálica – móvel cuja versão em couro é um clássico em muitos lares. 

O biofilme de kombucha é resistente, durável, compostável e livre de sofrimento animal. Além disso, pode ser moldado em vários formatos, tamanhos, adquirir novas texturas, pigmentação e impermeabilização com produtos naturais, ou seja, pode ser uma alternativa ecológica ao couro animal. 

A dupla quer mostrar o potencial do produto e, para isso, já produziu uma bolsa para teste e o próximo passo é fazer carteiras. O trabalho até aqui enfrentou o desafio do estudo em meio à pandemia. Eles não tiveram acesso a um laboratório, por exemplo. Mas, parecem dispostos a seguirem em suas pesquisas. “Queremos mostrar que conseguimos substituir o couro em praticamente todas as suas aplicações”, afirma Felipe de Carvalho em entrevista à Agência Escola UFPR. 

Couro ecológico

A indústria do couro é um dos focos dos designers atentos aos consumidores conscientes, que buscam por produtos de menor impacto ambiental e isentos de matérias-primas animais. Neste sentido, já foram criados “couros” de cogumelo, de cacto, de resíduos do vinho e até do abacaxi. Veja também o trabalho de uma designer polonesa que usou a kombucha para substituir embalagens plásticas

Fonte: CicloVivo/Com informações da UFPR

Redação BAA
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Redação do portal BrasilAmazôniaAgora

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