A criação e consolidação do selo ZFM + ESG simbolizam este novo posicionamento. E a adoção definitiva da agenda ESG como referencial competitivo do Polo Industrial de Manaus. Mais do que uma certificação, o selo representa um compromisso público das empresas instaladas na região com os mais altos padrões de responsabilidade ambiental, responsabilidade social e governança corporativa.
A vergonha, portanto, não repousa sobre a bioeconomia que ainda engatinha. Ela recai sobre os que, dispondo dos meios, vacilam em mudar o destino de uma das regiões mais estratégicas do planeta. Ainda há tempo. Mas, como aprendemos com o ritmo lento dos rios e o furor imprevisível das cheias, o tempo amazônico é paciente, mas tem limites. Como diz Rocha, “…só poderemos transcender o pessimismo sobre a Amazônia quando começarmos a perceber um uso responsável de seus recursos e um encolhimento da fome e da pobreza no seu interior profundo.” Afinal, ninguém pode adiar direitos e benefícios para sempre.
"A ausência de uma métrica robusta para o PIB regional baseado no uso sustentável da natureza nos mantém presos a uma bioeconomia envergonhada, aprofundando...
Com o retorno da produção de borracha seguindo padrões sustentáveis, os Rikbaktsa pretendem que os territórios indígenas voltem a fornecer a matéria-prima à empresa francesa Michelin, que realiza compras de borracha na Amazônia.