“Diante da urgência climática, Zilda não apenas recomenda a leitura — ela convoca à ação: sua análise mostra que, na Amazônia, a transição energética só faz sentido quando promove justiça, acesso e dignidade”
Uma obra necessária, resenhada por uma voz indispensável da Amazônia energética
A leitura da obra “Cuidar uns dos Outros – Um novo Contrato Social”, de Minouche Shafik, ganha um brilho ainda mais potente quando resenhada por Zilda Costa — uma das mais notáveis vozes da transição energética no Brasil. Seu comentário não é apenas técnico e bem fundamentado: é um testemunho, vindo de quem atua na linha de frente dos desafios mais complexos e sensíveis da atualidade.

Zilda é uma estrela de primeira grandeza. Sua trajetória se expandiu com vigor ao mergulhar no drama real da pobreza energética em comunidades isoladas da Amazônia — onde, apesar de o Sol derramar luz por 13 horas diárias, a energia ainda vem de geradores a diesel, caros e poluentes. É desse campo de batalha, entre a injustiça estrutural e as promessas de um futuro mais limpo, que ela escreve e resenha com rara autoridade.
A leitura de Minouche Shafik pelas lentes de quem vive a transição na pele
Minouche, economista de renome e diretora da LSE, propõe um novo contrato social centrado na dignidade humana, na equidade intergeracional e na responsabilidade ecológica. Mas é Zilda quem traduz essa proposta com o olhar de quem conhece a realidade amazônica — onde políticas públicas e investimentos sustentáveis são, muitas vezes, ausências gritantes.

Sua resenha destaca os pilares da obra: energia limpa, sustentabilidade, justiça social, igualdade de oportunidades e o papel transformador das políticas públicas. E vai além: conecta as propostas da autora com a prática das comissões de energia e ESG do Centro da Indústria do Estado do Amazonas (CIEAM), onde ela mesma atua como protagonista de mudanças.
Inspirar com lucidez, apontar caminhos com experiência
Zilda não apenas recomenda a leitura — ela convoca o leitor a agir. Sua análise nos faz perceber que as ideias do livro ganham corpo quando aplicadas a contextos como o da Amazônia: territórios onde a transição energética precisa ser, antes de tudo, uma transição de justiça, de acesso, de dignidade.
Ela reconhece na obra uma mensagem que ressoa com sua missão: cuidar uns dos outros exige repensar modelos, investir nas pessoas, redistribuir o poder e tornar a sustentabilidade um compromisso coletivo. Minouche oferece o mapa; Zilda aponta o caminho por dentro da floresta
