A transição do sistema tributário brasileiro desloca o debate amazônico da defesa dos incentivos para uma questão mais ampla e mais difícil: qual projeto econômico, territorial e fiscal poderá sustentar o Amazonas nas próximas décadas
Com o tema "Zona Franca de Manaus: Sustentabilidade e Bioeconomia”, o evento é aberto ao público interessado, que poderá assistir ao vivo por meio das redes sociais.
No papel, as palavras do general vice-presidente para promoção da bioeconomia são bonitas e esperançosas. Entretanto, como por ora o governo não tem mais nada para mostrar, Mourão segue as repetindo à exaustão.
Se o país investir no cuidado do seu ímpar patrimônio verde, atendendo às emergências ambientais que se colocam, poderemos nos tornar referência global numa agenda que mobiliza o planeta, além de nos colocarmos novamente em posição privilegiada de competitividade.
Este estudo destaca políticas capazes de reduzir a pobreza e a desigualdade, contribuir para o cumprimento das metas econômicas e setoriais, estimular o crescimento econômico sustentável e tornar o Brasil mais resiliente a futuras pandemias e outros riscos, como as mudanças climáticas e a destruição de ecossistemas.
Adotar esses parâmetros significa direcionar recursos de P&D&I para a produção de alimentos, de medicamentos e de cosméticos, pois nosso banco genético tem soluções surpreendentes para cada um desses setores. Vale lembrar que todos esses segmentos estão previstos nos programas prioritários de Bioeconomia, estipulados pelo governo federal através da Suframa, órgão gestor da contrapartida fiscal e da promoção de investimentos.
“A Amazônia carece destes recursos retidos pelo governo federal, R$4,6 bi, notadamente em setores da saúde, da alimentação funcional, da farmacopeia e dermocosmética florestal que podem dar respostas, de curto e médio prazo, para a geração de emprego e crescimento sustentável de uma Bioeconomia pujante, diversificando o Polo Industrial de Manaus e regionalizando a economia e os benefícios de nossa população esquecida.”
A transição do sistema tributário brasileiro desloca o debate amazônico da defesa dos incentivos para uma questão mais ampla e mais difícil: qual projeto econômico, territorial e fiscal poderá sustentar o Amazonas nas próximas décadas