A transição do sistema tributário brasileiro desloca o debate amazônico da defesa dos incentivos para uma questão mais ampla e mais difícil: qual projeto econômico, territorial e fiscal poderá sustentar o Amazonas nas próximas décadas
Entre as prioridades da pesquisa, voltada à inovação e soluções tecnológicas, o presidente da Embrapa chama a atenção para áreas como agricultura digital, integração lavoura pecuária floresta, edição genômica e bioeconomia, nas quais é preciso avançar ainda mais.
Precisamos ter soberania de conhecimento sobre a região. O vasto conjunto da Amazônia que está no nosso território nos impõe isso. Precisamos conhecer o que está dentro dela
Imagine se esse momento fosse usado para substituir o modelo econômico de exploração de recursos que norteou o crescimento do último século por uma abordagem mais resiliente, que trabalhe junto à natureza e não contra ela.
A Amazônia Legal representa, 60% do território brasileiro, mas responde por menos de 8% do nosso PIB. Isto significa que não somos “eficientes” no uso de nosso território do ponto de vista econômico.
Ainda estamos vivendo o rescaldo da pandemia, mas já temos o mapa de quem se comprometeu ou não com nossa economia, a economia que ajuda a conservar mais de 95% de nossa cobertura florestal, fonte de saúde planetária, energia hidrelétrica e recursos hídricos para os reservatórios paulistanos.
A transição do sistema tributário brasileiro desloca o debate amazônico da defesa dos incentivos para uma questão mais ampla e mais difícil: qual projeto econômico, territorial e fiscal poderá sustentar o Amazonas nas próximas décadas