Como diria Thiago de Melo…

Faz escuro”, sim — mas é justamente por isso que precisamos cantar. Cantar para espantar a escuridão do ódio e da violência. Cantar com a coragem mansa de quem escolhe a paz quando o mundo parece exigir o contrário.

Neste tempo de Natal, eu me pego lembrando que há escuridões que só se vencem com oração, com recusas firmes e com ações simples — porém decisivas — de reconciliação. É quando a vida nos pede testemunho: do quanto faz bem, para nós e para quem caminha ao nosso lado, praticar o perdão, o acolhimento e a comunhão.

Todo fim de ano, a história se repete — e eu sigo fazendo duas malas.

Thiago de melo

E então eu peço a Deus — e ao meu Self, esse lugar íntimo onde a consciência aprende a se reorganizar — que devolva tudo com outra roupagem. Com outros recursos adaptativos. Com outra maturidade para o tempo novo que se anuncia. Porque a vida não nos espera: o tempo passa, o tempo voa… e a graça, quando chega, pede espaço.

Que 2026 nos traga sabedoria, resiliência e paz no coração. Que ilumine, com suas múltiplas cores, símbolos e significações, não apenas a minha alma, mas também a dos amigos e amigas a quem dedico esta mensagem.

Desejo um Natal feliz — com presença, com sentido e com ternura. E um Ano Novo com mais sorrisos, boas histórias, novos interesses e aquela gratidão pelas pequenas magias Deo concedentes que atravessam nossos dias… e que nem sempre registramos como dádivas, ou como pequenos milagres cotidianos.

Que em 2026 não faltem novas esperanças — e, por que não, um novo jeito de viver. Um novo jeito de encarar as surpresas que o destino nos traz: às vezes boas, outras nem tanto… mas sempre capazes de nos ensinar alguma forma de luz.

Com afeto e votos de paz,

Belmiro Vianez Filho
Belmiro Vianez Filho
Empresário do comércio, ex-presidente da ACA e colunista do portal BrasilAmazôniaAgora e Jornal do Commercio.

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