Crise climática: a pior parte é aquilo que ainda não sabemos sobre ela

Um dos maiores especialistas em degradação ambiental e do solo no Brasil, o professor Humberto Barbosa (Universidade Federal de Alagoas) conversou com o UOL. Barbosa foi um dos revisores do novo relatório do IPCC sobre o estado da crise climática e participou também da redação do relatório sobre o limite de aquecimento de 1,5°C, divulgado em 2018.

Para Barbosa, o que mais assusta no novo relatório do IPCC não está nas páginas do documento. “Parece um clichê, mas a parte mais assustadora da mudança climática não é o que sabemos, mas o que não sabemos”. Ele destacou também os impactos do aquecimento no Brasil, em particular, a seca atual no centro-sul, a mais forte em 91 anos, e os reflexos climáticos do desmatamento da Amazônia e do Cerrado.

No NY Times, Katie Van Syckle explicou como foi a cobertura sobre o lançamento do novo relatório do IPCC no começo do mês. Ela descreveu como foi o trabalho de preparação para a divulgação do relatório, os principais focos jornalísticos dessa pauta e os desafios de um tema tão duro e, em muitos casos, dramático. “Há muito mais na história do clima do que meramente desgraça e tristeza. A gente escreve sobre pessoas e cidades que têm ideias criativas para se proteger do clima extremo, sobre invenções e empresas que estão trabalhando com novas estratégias para reduzir suas emissões, sobre as transformações políticas causadas por esse debate. Algumas dessas histórias serão sombrias, algumas serão esperançosas. O truque é tentar capturar esse mundo, da melhor maneira possível, em toda a sua complexidade confusa”, explicou Van Syckle.

Fonte: ClimaInfo

Redação BAA
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Redação do portal BrasilAmazôniaAgora

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