Governo brasileiro decide manter a sede da COP30 em Belém mesmo após pressão internacional em torno de crise de hospedagem. 25 países publicaram carta apontando a situação relativa às acomodações da conferência como preocupante.
Apesar da pressão internacional, o governo brasileiro reafirmou que Belém (PA) sediará a Conferência do Clima da ONU (COP30), em novembro. A crise na oferta de hospedagem levou representantes de 25 países a pedirem a transferência ao menos parcial do evento para outra cidade.
Em carta divulgada, os representantes classificaram a situação como preocupante e alertaram que muitas delegações seguem sem acomodação ou alternativas viáveis, o que pode comprometer sua participação.
O presidente da COP30, embaixador André Corrêa do Lago, reconheceu que os preços estão “muitíssimo acima” do normal, mas garantiu que “não há plano B”. Uma nova reunião com o secretariado da Convenção-Quadro da ONU sobre Mudanças Climáticas (UNFCCC) foi marcada para 11 de agosto para discutir questões logísticas, como transporte, segurança, alimentação e hospedagem.

Diante da crise, o governo lançou às pressas a plataforma oficial de hospedagem, prometida desde o início do ano, mas usuários relataram instabilidade e preços superiores aos esperados. Os altos custos seguem como principal entrave para garantir a presença de países mais pobres na conferência, que destacam ser impossível diminuir equipes sem comprometer sua capacidade de representação no evento.

