Babosa, também conhecida por Aloe Vera: um interessante remédio natural

Professora explica quais são as propriedades da babosa, e como deve ser utilizada

O calor intenso do verão aumenta o risco de queimaduras na pele por meio da luz solar. Com o período de férias e maior frequência de passeios na praia e em parques, esse problema se torna comum e as lesões surgem de 1 a 6 horas após a exposição.

O uso de plantas medicinais, como a espécie vegetal Aloe vera (conhecida popularmente como babosa), pode ser recomendado para o tratamento.

De acordo com a docente do curso de Farmácia da Faculdade Anhanguera, professora Karen Higa, as folhas carnosas da babosa são preenchidas por líquido viscoso onde se concentram as propriedades anti-inflamatórias, antissépticas e cicatrizantes. “Esse gel é utilizado desde a antiguidade para hidratar a pele e cuidar de feridas”, afirma a docente.

A aplicação é indicada para o uso externo (sobre a pele) em casos de inflamação e de queimaduras de primeiro ou de segundo grau. As cascas de cor verde devem ser descartadas, por conterem componentes tóxicos.

babosa queimaduras
Foto: Franziska Ingold / Pixabay

Apenas o conteúdo interno e transparente extraído das folhas deve ser utilizado, pois possui efeito de recuperação na cútis, ajuda na hidratação e é capaz de proporcionar alívio nas dores.

A recomendação é a de que seja realizado um teste de alergia antes do tratamento. É possível avaliar as possíveis reações com a aplicação de uma pequena quantidade no dorso da mão: se após duas horas, houver qualquer tipo de vermelhidão ou irritação, o uso não é indicado.

A babosa pode ser cultivada dentro de casa, uma vez que não demande de cuidados especiais, ou comprada em farmácias de manipulação ou de produtos naturais. O gel pode ser armazenado na geladeira por até um mês. O produto pode ser combinado com vitaminas e outras plantas medicinais, desde que haja orientação de um farmacêutico qualificado.

A docente da Anhanguera alerta que o uso é contraindicado durante a gestação, lactação e para menores de 2 anos, devido à falta de dados adequados que comprovem a segurança nessas situações.

No caso de lesões graves e em grandes extensões, por substâncias químicas ou eletricidade, o paciente deve ser avaliado por um profissional de saúde.

Conteúdo originalmente publicado no site casa.com.br.

Redação BAA
Redação BAA
Redação do portal BrasilAmazôniaAgora

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