“E atuar na Amazônia tem sabor de mistério e temor do sagrado. Afinal, tratada por alguns como o último jardim do mundo, e por outros como inferno verde ou paraíso perdido, esta floresta guarda as respostas e soluções para - entre tantas outras demandas - a crise climática e para a preservação da biodiversidade, ou seja, a complexidade, promessas e oportunidades da vida e de sua abundância a serviço da humanidade.”
Manter a floresta em pé, com a oferta de postos de trabalho da Zona Franca de Manaus, significa assegurar chuva para o Centro-Oeste (pela manutenção dos rios voadores) e seu decisivo agronegócio e abastecimento dos reservatórios do Sudeste, que servem a população regional e propicia a energia limpa da hidroeletricidade. E o que deve ser mudado na estrutura e funcionamento da ZFM para que o programa diminua paulatinamente sua dependência de compensação fiscal.
Quando a família de José Cruz decidiu, em 1945, implantar uma indústria de bebidas, inicialmente baseada no sagrado fruto amazônico do Guaraná, havia um movimento em Manaus para reativar a economia da borracha. Restara um vazio com o fim do conflito mundial e com a debandada dos americanos, que haviam - num esforço de guerra - financiado o resgate do látex, essencial para fazer rodar suas máquinas de guerra. Um dos entusiastas dessa façanha era o visionário Cosme Ferreira, que havia criado três empresas.
Os aportes da Indústria da ZFM para a manutenção da UEA, o maior legado para educação de nível superior na Amazônia, e a certeza do melhor retorno para um investimento na Ciência e Tecnologia que começou há duas décadas. A Universidade do Estado do Amazonas recebeu R$ 4,7 bilhões para seu custeio entre 2011 a 2022. É a maior universidade multi-campi do Brasil e está presente em todos os municípios do Estado.
Mesmo com todos os benefícios, a Cabotagem ainda enfrenta desafios para continuar crescendo e se manter como principal meio de transporte de cargas para o Polo Industrial de Manaus.
A Zona Franca de Manaus, embora com vigência na Constituição até 2073, com certeza será impactada negativamente pela reforma tributária, se não houver o devido cuidado na manutenção de estímulos fiscais que atraiam investimentos responsáveis pela industrialização e geração de empregos em toda a região e no Polo Industrial de Manaus, importante centro de produção que não pode ser inviabilizado.