O superintendente Bosco Saraiva ressalta que a necessidade de modernização da Zona Franca de Manaus ocorre em um cenário global em transformação, impulsionado por eleições em países como Estados Unidos, Argentina, Venezuela e Alemanha.
A integração de insumos florestais, o adensamento das cadeias produtivas e as parcerias estratégicas com instituições de pesquisa são pilares fundamentais para transformar a base industrial local e consolidar um modelo de desenvolvimento que respeite a vocação natural da Amazônia e mantenha a floresta em pé
No entanto, será essencial que empresas e governos invistam em capacitação e infraestrutura para garantir que os benefícios da Inteligência Artificial sejam amplamente distribuídos, evitando que a automação agrave o desemprego na região.
A proposta de uma Zona Franca da Bioeconomia no Pará é uma ideia com a qual podemos demonstrar como os incentivos fiscais e políticas industriais podem ser direcionados para valorizar os ativos biológicos da floresta em pé, agregando valor e promovendo prosperidade para toda a região.
A integração da Zona Franca de Manaus precisa ser ampliada e profissionalizada, utilizando argumentos sólidos para mostrar que o modelo não é um fardo fiscal, mas sim um ativo estratégico para a economia, a tecnologia e a cultura do Brasil. O grande desafio, portanto, não é apenas manter a Zona Franca funcionando, mas garantir que ela seja parte essencial do sumário da política industrial, econômica, científica e cultural do país no século XXI.
A Zona Franca de Manaus é um dos mais bem-sucedidos exemplos de economia sustentável no mundo, garantindo que mais de 90% da floresta amazônica no Amazonas permaneça intacta. Esse modelo industrial limpo demonstra que é possível desenvolver a economia sem comprometer os recursos naturais, contribuindo diretamente para a mitigação das mudanças climáticas