Desastre de Brumadinho causado pelo rompimento da barragem da mineradora Vale matou o rio Paraopeba; pesquisadores e ambientalistas denunciam que não há transparência da mineradora sobre projetos de recuperação da biodiversidade local
Os compromissos das 25 maiores empresas mundiais – incluindo as duas brasileiras – de atingir “emissões zero” falham na transparência e não têm integridade, diz estudo
Usina está parada há 5 anos, mas vem recebendo, mesmo assim, valores de compensação financeira. Prejuízos aos cofres públicos superam 420 milhões, diz Aneel. Vale informa que devolverá os valores recebidos
Passados quase sete anos da tragédia, diversas famílias ainda aguardam para serem indenizadas. Rompimento da barragem da Samarco aconteceu em novembro de 2015.
A lista de estruturas da Vale submetidas à descaracterização tem 16 barragens, 12 diques e dois empilhamentos drenados. Em 2019, a mineradora anunciou a conclusão do primeiro processo.
A mobilização das entidades do Amazonas para trazer os atores federais ao debate logístico merece ser reconhecida. Durante muito tempo, a navegação amazônica foi tratada em Brasília como uma facilidade concedida pela geografia: rios largos, extensos e aparentemente inesgotáveis dispensariam a disciplina de planejamento reservada às rodovias, ferrovias e portos. As secas de 2023 e 2024 expuseram o preço dessa ilusão. A presença recente do Ministério de Portos e Aeroportos, da Secretaria Nacional de Hidrovias e Navegação e do DNIT abre uma oportunidade que a região não deve desperdiçar. Para aproveitá-la, será preciso qualificar o debate e distinguir uma obra necessária em certos pontos de uma política capaz de organizar todo o sistema.