Lembremos ainda, prezado Ministro Paulo Guedes, que esta dimensão econômica vem de encontro à política do menos Brasília e mais Brasil apregoada pela atual administração federal através do senhor, cuja base é dita ser da liberdade econômica, da livre iniciativa e da economia de mercado.
Com a desculpa de facilitar o combate aos efeitos da Covid-19 na economia nacional, o Brasil, sutilmente, derrete mais ainda as vantagens competitivas do programa Zona Franca de Manaus. Facilitar a importação significa optar por gerar emprego nos países exportadores e reduzir - de modo inapelável - os postos de trabalho nas empresas que fabricam no país. Ou seja, iremos continuar pagando os mais escabrosos tributos do planeta e ampliar postos de trabalho nos países asiáticos. Na prática, vamos sim aliviar os efeitos da COVID-19, tão somente nos países exportadores que vendem para países como o Brasil.
E aqui não se trata de lobby para assegurar vantagens sem sentido. Ficaram fora os programas como o Simples, a Zona Franca de Manaus e isenção dos produtos da cesta básica e o financiamento estudantil para alunos do ensino superior. Ou seja, de fomento ao empreendedorismo, à redução das escabrosas desigualdades regionais, de suporte aos programas sociais e amparo aos estudantes de baixa renda que não tem acesso à escola pública de nível superior.