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“Se não olharmos para o meio ambiente, perderemos dinheiro” – diz Roberto Dumas

Entrevistado do mês, o economista Roberto Dumas traz um panorama sobre a discussão socioambiental no mercado financeiro brasileiro e aponta para a necessidade de presidentes e conselhos de administração de bancos olharem o tema, como forma de não perder o lucro

Aumento dos juros seria um erro

"É provável que o Banco Central do Brasil tenha de iniciar um ciclo de normalização da política monetária ao longo deste ano. Mas é fora de propósito provocar a fúria da onça com vara curta, defendendo alta exorbitante da Selic para este ano, em meio à tragédia de perdas evitáveis de vidas humanas, da perda de emprego e da economia cambaleante."

Roberto Dumas: “Se não olharmos para o meio ambiente, perderemos dinheiro”.

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Banco Central e seu papel na sustentabilidade

Camilla Villard Duran (da Faculdade de Direito da USP) e Caio Borges e Gustavo Pinheiro (do Instituto Clima e Sociedade) ressaltaram que a efetividade das propostas depende de alterações regulatórias substanciais, bem como da ambição do próprio BC e da vigilância da sociedade civil.

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A concessão de uma hidrovia amazônica começa muito antes do leilão. Começa pelo reconhecimento de que o rio já possui usuários, economias, culturas e regras de convivência construídas ao longo de gerações. Um contrato pode organizar investimentos e cobrar por serviços comprovadamente entregues, mas sua legitimidade dependerá da capacidade de proteger a vida que precede a concessão e continuará no território depois dela.

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“Da pressão sobre o STF às articulações bolsonaristas em...

O rio além da draga – PARTE I – Coluna Follow-Up

A mobilização das entidades do Amazonas para trazer os atores federais ao debate logístico merece ser reconhecida. Durante muito tempo, a navegação amazônica foi tratada em Brasília como uma facilidade concedida pela geografia: rios largos, extensos e aparentemente inesgotáveis dispensariam a disciplina de planejamento reservada às rodovias, ferrovias e portos. As secas de 2023 e 2024 expuseram o preço dessa ilusão. A presença recente do Ministério de Portos e Aeroportos, da Secretaria Nacional de Hidrovias e Navegação e do DNIT abre uma oportunidade que a região não deve desperdiçar. Para aproveitá-la, será preciso qualificar o debate e distinguir uma obra necessária em certos pontos de uma política capaz de organizar todo o sistema.