Banco Central e seu papel na sustentabilidade

Na última semana, dois textos interessantes analisaram as ações recentes anunciadas pelo Banco Central do Brasil para impulsionar o mercado financeiro verde no país. No Estadão, Ana Carla Abrão (da consultoria Oliver Wyman) explicou os principais pontos dessa proposta e comemorou o que ela vê como “uma agenda sem volta” para o Brasil. “Esse passo fundamental pavimenta as duas vias de atuação do sistema financeiro no tema socioambiental: ao mesmo que fomenta as ações de responsabilidade social e destaca a relevância do engajamento dos bancos na agenda de sustentabilidade, (…) incorpora a visão de mensuração dos riscos socioambientais – a começar pelos riscos climáticos – nas carteiras de crédito das instituições financeiras”.

Já no Valor, Camilla Villard Duran (da Faculdade de Direito da USP) e Caio Borges e Gustavo Pinheiro (do Instituto Clima e Sociedade) ressaltaram que a efetividade das propostas depende de alterações regulatórias substanciais, bem como da ambição do próprio BC e da vigilância da sociedade civil. “Não há tempo a perder: o país está literalmente em chamas, em vias de descumprir suas metas climáticas, em meio a uma crise de biodiversidade e recursos hídricos”, escrevem. “É hora do BC implementar medidas efetivas, especialmente para instituições que financiam projetos, corporações e cadeias produtivas com maior exposição a riscos e maior potencial de impactos sociais, ambientais e climáticos”.

Fonte: ClimaInfo

Redação BAA
Redação BAA
Redação do portal BrasilAmazôniaAgora

Artigos Relacionados

Idesam transforma 20 anos de atuação na Amazônia em manual para equipes de campo

Idesam reúne 20 anos de atuação na Amazônia em manual para fortalecer diálogo, escuta ativa e segurança jurídica com comunidades.

Desmatamento na Amazônia cai 35% e atinge menor área em 20 anos 

Desmatamento na Amazônia atinge a menor área para junho em 20 anos, com queda de 35% nos alertas registrados pelo Inpe.

El Niño tem 81% de chance de chegar a nível “muito forte” em 2026

El Niño pode atingir intensidade muito forte no fim de 2026, alerta NOAA, elevando riscos de calor, tempestades e mudanças nas chuvas.

Amazônia, chips e soberania tecnológica

A história da Zona Franca sempre esteve associada à...

Quando a sustentabilidade deixa de ser discurso e passa a ser preparo

"A recorrência de eventos extremos na Amazônia transformou a...