O Brasil não pode ser refém de uma paralisação que ameaça sua estabilidade econômica e sua posição no mercado global. A greve dos auditores exige soluções...
A região do alto e médio rio Solimões, no Amazonas, enfrenta uma crise ambiental de proporções alarmantes. A seca histórica, somada às mudanças climáticas,...
Incêndios destroem lavouras de café em São Paulo e agravam crise na cafeicultura brasileira, já afetada pela estiagem prolongada desde o final de agosto
Desde...
O Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) estendeu um alerta vermelho, sinalizando perigo extremo, para 15 estados brasileiros e o Distrito Federal, prevendo que a...
A concessão de uma hidrovia amazônica começa muito antes do leilão. Começa pelo reconhecimento de que o rio já possui usuários, economias, culturas e regras de convivência construídas ao longo de gerações. Um contrato pode organizar investimentos e cobrar por serviços comprovadamente entregues, mas sua legitimidade dependerá da capacidade de proteger a vida que precede a concessão e continuará no território depois dela.
A mobilização das entidades do Amazonas para trazer os atores federais ao debate logístico merece ser reconhecida. Durante muito tempo, a navegação amazônica foi tratada em Brasília como uma facilidade concedida pela geografia: rios largos, extensos e aparentemente inesgotáveis dispensariam a disciplina de planejamento reservada às rodovias, ferrovias e portos. As secas de 2023 e 2024 expuseram o preço dessa ilusão. A presença recente do Ministério de Portos e Aeroportos, da Secretaria Nacional de Hidrovias e Navegação e do DNIT abre uma oportunidade que a região não deve desperdiçar. Para aproveitá-la, será preciso qualificar o debate e distinguir uma obra necessária em certos pontos de uma política capaz de organizar todo o sistema.