Para a Amazônia não é propriamente um beco sem saída como pode parecer, mas talvez seja a ocasião de se pensar no seu próprio arquétipo de desenvolvimento.
Gilberto Freyre, ao conhecer a obra de Samuel Benchimol, passou a tratá-lo como a maior referência conceitual e vivencial de interpretação da Amazônia.
Por Alfredo...
E pensar que, depois de 15 mil anos de presença na Amazônia, os indígenas criaram soluções farmacológicas para quase tudo. Que tesouro inesgotável. Por que não investigar o poder dessas propriedades? Aqui só não temos remédio para cegueira atávica, ou surdez conveniente.
Ser poronga na Amazônia, portanto, significa identificar os arautos da propaganda perversa e mal intencionada que defende o desmatamento para atividades nocivas ao tecido social, ao clima e ao país. Ser poronga é cuidar do meio ambiente e, principalmente, clarear resguardar os direitos civis das 30 milhões de pessoas que aqui vivem, sabem proteger a floresta e devem ser tratados como protagonistas de sua gestão sustentável e da distribuição dos benefícios da prosperidade inteligente e coletiva.
A Zona Franca de Manaus não é massa de manobra política. O povo foi lesado, mas tudo vê, pois não é leso. Apenas se interessa em ajudar o país a entender a obviedade emergencial de abraçar e adotar a Amazônia, sua economia e a proteção deste patrimônio, sua dimensão indígena e biodiversidade: um tijolo orgânico da construção de um país próspero, ambientalmente equilibrado, economicamente rentável, politicamente correto e socialmente justo, como profetizou Samuel Benchimol referindo-se à Floresta.