Representantes de Idesam, CBA, Ifam, i-Piatam e Universidade Nilton Lins, do Amazonas, e ITCBio, de Pernambuco, discutem possibilidade para desenvolvimento econômico sustentável
A Amazônia ostenta a absoluta maioria dos piores 50 IDHs entre os municípios brasileiros, apesar do Programa de Desenvolvimento Regional chamado Zona Franca de Manaus, uma política do Estado Brasileiro, administrada pela Suframa. Essa autarquia distribui menos de 8% dos incentivos fiscais do Brasil, destinados a desenvolver a região remota chamada Amazônia Ocidental, mais o Estado do Amapá – o equivalente a 40% do território nacional.
O diálogo deve fazer parte das ações, mas para crescer o desenvolvimento humano desta bela cidade será preciso celebrar os acertos e enfrentar os erros.
As novas matrizes demandarão uma outra categoria de investidores que buscará novas categorias de mão de obra. O Amazonas precisará se habilitar. Os jovens que têm hoje 20 anos de idade e as crianças que nascerão amazonenses nos próximos 20 anos ainda contarão com a oportunidade concreta de trabalhar em função do PIM. A subsistência obriga a busca dos empregos disponíveis e não dos empregos potenciais.
Ficamos com R$5,4 bilhões contingenciados no FNDCT (Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) nos últimos dois anos e com cientistas talentosos no Brasil, ou do Brasil, atuando no exterior, na produção de vacinas. E essa verba, quase toda, é recolhida pelas empresas que se valem da Lei de Informática, maior parte instalada no Polo Industrial de Manaus. Esse descaso com Ciência e Tecnologia na Amazônia é recorrente, desde que Getúlio Vargas criou o INPA há 70 anos.”
Para o presidente do Cieam, Wilson Périco, a região precisa buscar novas alternativas econômicas. “E entra também na questão de desenvolvimento das atividades econômicos além dos muros da capital. Aí não depende do modelo Zona Franca. Estou falando em desenvolver as novas matrizes dentro das potencialidades do nosso estado”, afirmou.