A Suframa cuida, e bem, da Zona Franca de Manaus de hoje, entendido este hoje como sendo o tangível economicamente enquanto durarem os incentivos fiscais; depois disto ela deve ser extinta.
A pavimentação de uma economia legal na Amazônia, o programa Zona Franca de Manaus, permanece válida na medida em que, nenhuma atividade econômica - disponível no radar de um planejamento estratégico regional - é capaz de substituir as conquistas dessa intuição na geração de empregos, oportunidades e proteção do patrimônio natural.
É a lei da vida, das relações pessoais e institucionais: “dize-me com quem andas, mostra o que tu fazes e eu saberei quem és.” Ou tem outro jeito de construir projetos, antecipar utopias ou assegurar avanços neste partido chamado Amazônia, onde a economia busca caminhar com o meio ambiente em harmonia, na afirmação legítima e legal da Zona Franca de Manaus?
Algumas pessoas pensam que a extinção da ZFM não afetará as suas vidas, ledo engano, vivemos um mundo globalizado onde tudo mantém um vínculo de dependência, influenciando todas as atividades e necessidades da população. Por isso nossa preocupação quanto ao futuro que nos reserva e que dependerá das nossas escolhas, conscientes ou não e que afetará todos indiscriminadamente.
Soberania
Com a presença de milionários globais com iniciativas de viagens interplanetárias para romper a rotina terrestre, empresas como a Tesla e a Amazon foram procuradas para “descobrir” ou “salvar” a Amazônia. E como? Elas ajudariam, com certeza, a alavancar mais empregos e oportunidades, sobretudo para elas, é claro! Mesmo assim. No médio e longo prazo, não seriam capazes de substituir a pujança, a diversidade e a responsabilidade regional e ambiental do programa Zona Franca de Manaus.