Políticas Públicas são feitas com leis, ações, omissões, pessoas e dinheiro. Pode existir um discurso “vou apoiar a Zona Franca”, mas na prática existirem leis que são contrárias. Pode existir um discurso “sou favorável ao Brasil”, mas na prática as omissões beneficiam estrangeiros. Pode existir um discurso “sou favorável à soberania do Brasil na floresta”, mas na prática retira-se orçamento das pesquisas nacionais sobre a floresta.
O tempo urge, nossa independência chega ao bicentenário e a economia da Amazônia tem tudo para contribuir nos fundamentos da economia sustentável e inovação tecnológica da nova e exuberante civilização brasileira.
Em nota, organizações rejeitam proposta do governo de revogar a política nacional e defendem texto que já vinha tramitando no Senado para atualizá-la
O Brasil...
A mobilização das entidades do Amazonas para trazer os atores federais ao debate logístico merece ser reconhecida. Durante muito tempo, a navegação amazônica foi tratada em Brasília como uma facilidade concedida pela geografia: rios largos, extensos e aparentemente inesgotáveis dispensariam a disciplina de planejamento reservada às rodovias, ferrovias e portos. As secas de 2023 e 2024 expuseram o preço dessa ilusão. A presença recente do Ministério de Portos e Aeroportos, da Secretaria Nacional de Hidrovias e Navegação e do DNIT abre uma oportunidade que a região não deve desperdiçar. Para aproveitá-la, será preciso qualificar o debate e distinguir uma obra necessária em certos pontos de uma política capaz de organizar todo o sistema.