A pesquisa recente aponta que o derretimento de hidratos de metano, nas profundezas oceânicas, pode acelerar drasticamente o aquecimento global, ampliando os desafios ambientais enfrentados.
A espécie invasora é carnívora, não tem predador e já se instalou em oito estados do litoral brasileiro, além disso o peixe-leão detém potencial risco para humanos
Cobiça nos últimos anos de uma controversa exploração de petróleo, a região da Foz do Amazonas possui recifes ainda muito desconhecidos pela ciência
Por Gilberto...
A concessão de uma hidrovia amazônica começa muito antes do leilão. Começa pelo reconhecimento de que o rio já possui usuários, economias, culturas e regras de convivência construídas ao longo de gerações. Um contrato pode organizar investimentos e cobrar por serviços comprovadamente entregues, mas sua legitimidade dependerá da capacidade de proteger a vida que precede a concessão e continuará no território depois dela.
A mobilização das entidades do Amazonas para trazer os atores federais ao debate logístico merece ser reconhecida. Durante muito tempo, a navegação amazônica foi tratada em Brasília como uma facilidade concedida pela geografia: rios largos, extensos e aparentemente inesgotáveis dispensariam a disciplina de planejamento reservada às rodovias, ferrovias e portos. As secas de 2023 e 2024 expuseram o preço dessa ilusão. A presença recente do Ministério de Portos e Aeroportos, da Secretaria Nacional de Hidrovias e Navegação e do DNIT abre uma oportunidade que a região não deve desperdiçar. Para aproveitá-la, será preciso qualificar o debate e distinguir uma obra necessária em certos pontos de uma política capaz de organizar todo o sistema.