O maracujá-das-pedras ocorre em uma área restrita nas montanhas entre Minas Gerais e Espírito Santo, fora de áreas protegidas, e os cientistas já alertam para o risco de extinção
"O bagaço do maracujá é um resíduo da indústria de sucos que é descartado ou, na melhor das hipóteses, utilizado na produção de ração animal. Nosso objetivo era transformar esse rejeito em algo de valor, com um propósito de sustentabilidade", diz Eduardo Aledo, um dos sócios da empresa
Os resultados das pesquisas integram projeto financiado pela FAPESP no âmbito do Programa BIOTA
Apoiados pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São...
Agência FAPESP – Um grupo de pesquisadores brasileiros apoiado pela FAPESP realizou o primeiro sequenciamento genético de uma espécie silvestre de maracujá nativa do Brasil....
A concessão de uma hidrovia amazônica começa muito antes do leilão. Começa pelo reconhecimento de que o rio já possui usuários, economias, culturas e regras de convivência construídas ao longo de gerações. Um contrato pode organizar investimentos e cobrar por serviços comprovadamente entregues, mas sua legitimidade dependerá da capacidade de proteger a vida que precede a concessão e continuará no território depois dela.
A mobilização das entidades do Amazonas para trazer os atores federais ao debate logístico merece ser reconhecida. Durante muito tempo, a navegação amazônica foi tratada em Brasília como uma facilidade concedida pela geografia: rios largos, extensos e aparentemente inesgotáveis dispensariam a disciplina de planejamento reservada às rodovias, ferrovias e portos. As secas de 2023 e 2024 expuseram o preço dessa ilusão. A presença recente do Ministério de Portos e Aeroportos, da Secretaria Nacional de Hidrovias e Navegação e do DNIT abre uma oportunidade que a região não deve desperdiçar. Para aproveitá-la, será preciso qualificar o debate e distinguir uma obra necessária em certos pontos de uma política capaz de organizar todo o sistema.