“Agora estamos mais uma vez ilhados, isolados do resto do país, do mesmo jeito que estávamos na crise de oxigênio de 2021, que matou muita gente no Amazonas porque o Brasil, como sempre, está nem aí para a Amazônia.”
A energia solar permitirá o armazenamento dos produtos perecíveis vegetais e animais que poderão ter maior volume para comercialização, trazendo recursos para o agricultor se tornar menos dependente de programas sociais de transferência de renda e ainda aumentar a ocupação de outros comunitários oferecendo mais empregos.
Em resumo, para que a Zona Franca de Manaus alcance uma maior independência dos incentivos fiscais e se mantenha competitiva, é necessário investir na infraestrutura de logística de transportes, energia renovável e comunicação. Essas melhorias impulsionarão o desenvolvimento econômico sustentável, fortalecendo a região e sua posição como um centro de inovação e negócios na Amazônia. Recursos não faltam a ZFM coloca o Amazonas entre os 8 maiores contribuintes da Receita Federal. Faltam, tão-somente medidas, ajustes e apertos, pois o abraço para o primeiro passo já foi dado.
“Nos últimos anos, entre os temas da infraestrutura competitiva, o CIEAM reforçou sua Comissão de Logística, onde essa questão toma corpo e mobiliza atores do setor privado, da academia e poder público. Teses de qualificação acadêmica, debates de fôlego, com acaloradas discussões, já permitiram o detalhamento de saídas com novas estratégias, rotas e parcerias, e preparação dos mecanismos e do protagonismo necessários à mudança. Afinal, a nova Zona Franca de Manaus precisa de infraestrutura competitiva e isso é atribuição legal da União, a maior beneficiária na partilha dos ativos.”
Mesmo com carência de mão de obra qualificada para a área, o setor de energias renováveis é muito forte no Brasil e as previsões apontam para uma crescente no setor com mais empregos e mais investimentos
“É preciso aproveitar o momento para construir um futuro competitivo, em que a ZFM seja capaz de gerar riqueza e promover o desenvolvimento sustentável da região. A história nos ensinou que ficar a ver os navios da prosperidade zarpando não é uma opção viável. Agora é o momento de agir e escrever uma nova narrativa para a Zona Franca de Manaus.”