O aniversário de 60 anos não será apenas um marco histórico. Será um insistente convite à atualização do debate. Se o mundo discute mercados de carbono, serviços ecossistêmicos e precificação da natureza, o Brasil precisa reconhecer que possui, na Zona Franca de Manaus, um modelo que articula indústria, soberania e preservação em escala real.
Se o PIM não cria demanda estruturada, contratos piloto, homologação rápida e caminho de escala, ele importará soluções e exportará futuro. E, mais uma vez, o dinheiro circula, mas a inteligência produtiva não se fixa.
Se quisermos enfrentar o embaraço — e não apenas descrevê-lo — política pública e estratégia empresarial precisam parar de operar como mundos paralelos. Adensamento não nasce de edital genérico nem de seminário bem-intencionado. Nasce de coordenação, foco e escolhas duras.
O pacto federativo brasileiro não é uma abstração jurídica nem um enfeite constitucional. Ele é, na essência, um acordo de sobrevivência nacional, firmado para permitir que realidades profundamente desiguais convivam sob o mesmo Estado, com equilíbrio, coesão e justiça.