Em entrevista ao Brasil Amazônia Agora, Mariana Leite, que estuda Inteligência Artificial no MIT, explica por que a próxima etapa da revolução tecnológica será...
"A competitividade industrial brasileira depende de uma infraestrutura planejada para integrar o território, reduzir o custo Brasil e enfrentar os desequilíbrios regionais"
O Brasil poderá...
Nelson Azevedo é uma das vozes mais respeitadas da indústria amazonense e uma das lideranças empresariais que mais consistentemente defenderam a Zona Franca de Manaus...
"A iniciativa da FIESP contraria a necessidade de uma articulação nacional em favor da reindustrialização e da redução das desigualdades regionais"
A indústria nacional já...
A concessão de uma hidrovia amazônica começa muito antes do leilão. Começa pelo reconhecimento de que o rio já possui usuários, economias, culturas e regras de convivência construídas ao longo de gerações. Um contrato pode organizar investimentos e cobrar por serviços comprovadamente entregues, mas sua legitimidade dependerá da capacidade de proteger a vida que precede a concessão e continuará no território depois dela.
A mobilização das entidades do Amazonas para trazer os atores federais ao debate logístico merece ser reconhecida. Durante muito tempo, a navegação amazônica foi tratada em Brasília como uma facilidade concedida pela geografia: rios largos, extensos e aparentemente inesgotáveis dispensariam a disciplina de planejamento reservada às rodovias, ferrovias e portos. As secas de 2023 e 2024 expuseram o preço dessa ilusão. A presença recente do Ministério de Portos e Aeroportos, da Secretaria Nacional de Hidrovias e Navegação e do DNIT abre uma oportunidade que a região não deve desperdiçar. Para aproveitá-la, será preciso qualificar o debate e distinguir uma obra necessária em certos pontos de uma política capaz de organizar todo o sistema.