A Força Nacional atua no combate a crimes ambientais na Amazônia desde 2018 e, de lá para cá, o governo vem fazendo as prorrogações para manter o efetivo na região.
Temos impulso de unidade para encarar essa questão? Infelizmente, vivemos num país onde as pessoas passaram a olhar umas para as outras como aliado ou como inimigo, numa divisão perigosa e estéril. Se espremêssemos com questionamentos lógicos e práticos a razão desses confrontos, descobriríamos como não teríamos conteúdo para justificar a insensatez que eles traduzem.
O Ministério do Meio Ambiente atual está tomando atitudes ou ignorando problemas que estão levando a uma destruição sem precedentes da natureza do Brasil, e pior, sendo plenamente endossado pelo presidente.
O avanço da fronteira agrícola no Centro-Oeste nas últimas décadas consumiu cerca de 102,6 mil km2 de vegetação no Cerrado entre 2000 e 2018, de acordo com o IBGE.
Mesmo contra os dados do INPE, o ministro reafirmou que, no caso da Amazônia, os focos de incêndio estão concentrados em áreas marginais já desmatadas – uma falácia que vem sendo repetida por Mourão nas últimas semanas.