Cerrado pode ficar sem monitoramento de desmatamento a partir de 2021

O Cerrado, bioma que ocupa cerca de 24% do território brasileiro, pode virar o ano sem ter um programa oficial de monitoramento da situação ambiental. Como informou O Globo, os recursos doados pelo Banco Mundial ao governo federal em 2016 para implementar um sistema de acompanhamento por satélite para o Cerrado devem acabar no final de 2020 e as perspectivas de continuidade dessa iniciativa são incertas. Caso o projeto não tenha continuidade, o INPE não terá condições de manter sozinho a operação desse sistema, por falta de recursos financeiros, humanos e materiais para tal – o que prejudicará não apenas o monitoramento do bioma, mas pesquisas científicas que vêm sendo conduzidas nos últimos anos com dados do projeto.

O avanço da fronteira agrícola no Centro-Oeste nas últimas décadas consumiu cerca de 102,6 mil km2 de vegetação no Cerrado entre 2000 e 2018, de acordo com o IBGE.

Em tempo 1: Depois de insinuar que o governo poderá criar uma agência ao estilo do National Reconnaissance Agency (NRA), órgão militar que realiza análises espaciais para o Departamento de Defesa nos EUA, Mourão explicou ao Valor que a ideia agora seria uma agência independente, sob comando civil, que coordenaria a produção de dados e imagens por instituições como o INPE e o Centro de Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam).

Em tempo 2: Um incêndio florestal de proporção média atingiu, nesta segunda-feira (28), a área de proteção ambiental do Palácio do Jaburu, residência oficial do vice-presidente.

Fonte: Climainfo

Redação BAA
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Redação do portal BrasilAmazôniaAgora

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