Ilha de Santa Rosa acirra tensão na tríplice fronteira e provoca deslocamento de forças militares na região. Tensão se intensificou após Peru criar o distrito de Santa Rosa de Loreto, em julho, e disputar a ilha no rio Amazonas
“E a hora é agora. SUFRAMA, a propósito, nunca teve uma interlocução tão transparente e colaborativa com o setor produtivo, voltada à expansão, diversificação...
Aos que negociam com revólver na mesa, o Brasil responde com o poder silencioso da diplomacia e a firmeza daqueles que sabem que gritar não é sinal de força — e sim de covardia.
Em tempos de normalidade democrática, medidas de política comercial seguem critérios técnicos. Em tempos de autoritarismo globalizado, elas se tornam armas geopolíticas, instrumentos de chantagem e expressões de um projeto de poder fundado na mentira. É exatamente isso que estamos vivendo agora. Com Donald Trump reeleito e de volta à Casa Branca há sete meses, os Estados Unidos acabam de impor um tarifaço de 50% exclusivamente ao Brasil, uma medida sem precedentes e sem paralelo em qualquer relação bilateral do continente.
A Amazônia está habituada a sobreviver. Sobrevive ao abandono cíclico da política nacional, às falsas promessas de integração, às ondas de desinformação e às tentativas sucessivas de deslegitimar seu modelo econômico-industrial baseado na floresta em pé. Mas agora o que se anuncia é mais grave: um míssil tarifário disparado do coração da geopolítica global contra o Brasil, e com impacto direto e destrutivo sobre a Zona Franca de Manaus.
A Amazônia não pode continuar sendo tratado como exceção ou passivo. Ao contrário: a floresta em pé, a ciência aplicada, a industrialização limpa e o conhecimento dos povos amazônicos devem ser reconhecidos como ativos centrais do novo ciclo de desenvolvimento nacional.