Mais do que uma agenda para a Amazônia, essa é uma estratégia para o Brasil. E, por sua dimensão continental, uma contribuição concreta - muito além da polarização politica estéril - para o equilíbrio político, econômico e institucional da América Latina.
Aos que negociam com revólver na mesa, o Brasil responde com o poder silencioso da diplomacia e a firmeza daqueles que sabem que gritar não é sinal de força — e sim de covardia.
”É vital que os jovens compreendam porque, passados dois séculos, o Brasil central continua de costas, de cócoras para o Norte, e nos considera cidadãos sem rosto, sem alma, vivendo na Amazônia esfumaçada que a nação resiste em proteger/abraçar e a ela se entregar”.
José Tadeu Arantes | Agência FAPESP – O Brasil foi o país que mais recebeu africanos escravizados e o último a abolir formalmente a escravidão. Estima-se que...
"E o título de cidadão Amazonense, finalmente, é justo e meritório para um amazônida que considera a ZFM como o seu partido político, que se compromete em fazer alianças com todos os outros partidos do setor produtivo para integrar o bloco Amazônia."
A mobilização das entidades do Amazonas para trazer os atores federais ao debate logístico merece ser reconhecida. Durante muito tempo, a navegação amazônica foi tratada em Brasília como uma facilidade concedida pela geografia: rios largos, extensos e aparentemente inesgotáveis dispensariam a disciplina de planejamento reservada às rodovias, ferrovias e portos. As secas de 2023 e 2024 expuseram o preço dessa ilusão. A presença recente do Ministério de Portos e Aeroportos, da Secretaria Nacional de Hidrovias e Navegação e do DNIT abre uma oportunidade que a região não deve desperdiçar. Para aproveitá-la, será preciso qualificar o debate e distinguir uma obra necessária em certos pontos de uma política capaz de organizar todo o sistema.