Construir pontes. Não só de concreto, mas de legitimidade. A BR-319 só fará sentido se for instrumento de justiça — não de injustiça legalizada. Cumprir a lei é a resposta simples e inegociável, mas a lei que nasce do povo, que serve ao bem comum e que constrói o futuro.
A Natura decidiu abandonar o conceito de sustentabilidade como norte estratégico e adotar o da regeneração. Em sua recém-lançada Visão 2050, assume o compromisso de ir além da mitigação de impactos, prometendo resultados positivos para os ecossistemas dos quais extrai insumos e para as comunidades que supostamente integra às suas cadeias produtivas. Contudo, por trás da retórica inovadora, o que se desenha é um rebranding de marketing verde que exige cautela — sobretudo quando olhado a partir da Amazônia.