Com ou sem mistérios, Amazônia precisa abrir mão de miragens e promessas e se impor como valor simbólico, biótico, climático, mineral, seu acervo hidrológico, alimentar e comercial, portanto, traduzível em cifras e fator de transformação e afirmação de brasilidade, e buscar seus próprios rumos.
Nenhuma planta industrial do Brasil recolhe tantos recursos para a sociedade e, ao mesmo tempo, assiste impávida ao desvio de finalidades da maior desses valores, frutos de compensação fiscal e da determinação produtiva de investidores e trabalhadores. Os resultados estão claramente definidos no perfil do IDH de nossos municípios do interior, os mais constrangedores do Brasil. Fortalecer a atividade industrial que não agride o meio ambiente, prezar pela sustentabilidade e inovação, é um caminho que só depende de nós!
O projeto da Zona de Desenvolvimento Sustentável dos Estados do Amazonas, Acre e Rondônia (Amacro) tem lançamento previsto para os dias 19 e 20 de abril
“O que precisamos é de respeito não apenas à lei mas ao nosso direito de ver aplicada nesta região a riqueza que geramos como mandam os estatutos legais. O resto é muito simples de entender: precisamos, sabemos e queremos trabalhar”.
“As mortes da pandemia deveriam servir para algum aprendizado. Por outro lado, quando nem a vida humana tem importância, por que uma região teria importância? A bioeconomia faz parte do futuro da Amazônia, mas não é uma saída rápida para encerrar o ciclo da ZFM. Cuidado com as ilusões!”
Uma pesquisa da Bain em cinco países mostra que 90% dos brasileiros se dizem preocupados com o ambiente. Com dois selos amazônicos em construção, o desafio de quem vende a origem da floresta deixa de ser convencer e passa a ser explicar.