Por isso, o pacto amazônico precisa ser mais do que uma promessa política. Precisa ser uma estratégia de soberania e reputação, na qual o Amazonas não pode cometer o erro de se associar às estatísticas do desmatamento
Se bem conduzida, a transformação do rio em hidrovia plena pode se tornar um exemplo de governança sustentável, articulando interesses da indústria, das comunidades ribeirinhas, da ciência e da política. O próximo passo, portanto, não é apenas dragar — é planejar o futuro
O mundo que produz está em plena reorganização econômica e tecnológica, e a Amazônia volta ao centro das atenções como território estratégico. A hora é agora para darmos um salto de qualidade no nosso perfil industrial, diversificando e adensando o Polo Industrial de Manaus (PIM) para atender a novas demandas e conquistar mercados mais sofisticados.
"Preservar para o futuro que nunca chega parece ser um bom consenso, pois assim ficam reservas para quando for conveniente explorar ou entregar para...
Nos Fóruns ESG, a Amazônia foi convocada — e respondeu. Agora, é hora de consolidar essa resposta como legado: para a COP30, para o Brasil, para o mundo. O CIEAM seguirá mobilizando sua base industrial, suas comissões temáticas e suas redes de colaboração para que o pacto ZFM + ESG se consolide como o pilar estratégico da nova economia amazônica, enraizada na floresta e orientada para o futuro. E ninguém pode ficar de fora dessa jornada.
O cinquentenário do CORECON deve ser o ponto de inflexão. A pergunta que deve ecoar em nossas mentes é: o que diremos em 2035? Teremos interiorizado a economia? Teremos uma bioeconomia estruturada? Teremos jovens qualificados ocupando as cadeiras do futuro?