E não são os nossos índios o problema. Eles próprios se dispõem a participar das iniciativas com seu precioso conhecimento da Amazônia. Podemos entrar com a tecnologia e eles com o conhecimento da harmonização florestal. Afinal eles tem 15.000 anos de relacionamento inteligente e sustentável com a natureza. E quando falo na primeira do plural estou falando em nome de pessoas próximas que topam os projetos de diversificação. Ou seja, nós temos propostas, elas não são novas, são insistentes mas não dependem apenas da nossa percepção e boa vontade. Como diz o empresário Denis Minev, é preciso que o Brasil se comprometa com a nova economia que se organiza pelo interior da Amazônia.
A ABRH Amazonas vem com uma série de eventos e ações em 2022. Serão oportunidades imperdíveis de enriquecimento profissional e pessoal.
O segundo convidado confirmado...
O mundo precisa da Amazônia e vai precisar submeter-se a suas leis para acessar seus benefícios e opulência. As categorias e o valor de uso de troca das commodities do Centro-Oeste, na verdade, precisam ajustar-se às similaridades do valor e da riqueza amazônica. E curvar-se aos resultados da nanobiotecnologia. Bioeconomia não é extrativismo disfarçado, é mimese do bioma e da bioética, onde a dinâmica natural e florestal vira paradigmas a serem utilizados como ferramentas da inovação tecnológica, reunindo a nanobiotecnologia, tecnologia da informação e da comunicação.
Mais uma oportunidade do Brasil conhecer este Brasil onde borbulham mais de 20% dos princípios ativos da Terra, nossa biodiversidade, e também a reserva natural de recursos hídricos, mais de 1/5 da água potável disponível para a Humanidade.
Com apoio do portal BrasilAmazôniaAgora, o IDESAM já promoveu importantes discussões sobre as perspectivas para o setor de inovação. O seminário inaugural teve como ponto central a “Zona Franca de Manaus: Oportunidades para Inovação e Investimentos em Bioeconomia”.
A Amazônia é a metade do território nacional a qual temos dado as costas e debatido muito pouco. Seria muito interessante darmos vozes a esse debate. O documento contextualiza o tema, mostra a importância da Amazônia entrar no centro do debate nacional seja pelas discussões de mudança climática, seja pelas discussões do mundo, da nova economia e do mundo pós-pandemia, seja pelos potenciais da bioeconomia e biotecnologia ou na necessidade de segurança jurídica.