"A Economia brasileira ainda avança timidamente no uso de instrumentos econômicos para políticas ambientais, mantendo forte dependência de mecanismos regulatórios em comparação aos países...
"Muito antes de qualquer risco estrangeiro, a Amazônia enfrenta as ameaças internas produzidas pela indiferença social e por visões de progresso que pretendem transformar a floresta...
"Belém, palco da COP30, expõe contradições ao figurar entre as capitais mais favelizadas e nas últimas posições do Mapa da Desigualdade.”
“Eu confesso que não...
A mobilização das entidades do Amazonas para trazer os atores federais ao debate logístico merece ser reconhecida. Durante muito tempo, a navegação amazônica foi tratada em Brasília como uma facilidade concedida pela geografia: rios largos, extensos e aparentemente inesgotáveis dispensariam a disciplina de planejamento reservada às rodovias, ferrovias e portos. As secas de 2023 e 2024 expuseram o preço dessa ilusão. A presença recente do Ministério de Portos e Aeroportos, da Secretaria Nacional de Hidrovias e Navegação e do DNIT abre uma oportunidade que a região não deve desperdiçar. Para aproveitá-la, será preciso qualificar o debate e distinguir uma obra necessária em certos pontos de uma política capaz de organizar todo o sistema.