"Belém, palco da COP30, expõe contradições ao figurar entre as capitais mais favelizadas e nas últimas posições do Mapa da Desigualdade.”
“Eu confesso que não...
Autoridade Climática implica em visão integrada e dinâmica para habilitar-se como um grande movimento, na construção da chave para um futuro ao mesmo tempo sustentável e em evolução. Afinal, como nos ensina a *physis*, todos os elementos estão interligados, e as mudanças de qualquer uma das instâncias, afetam diretamente o destino, a redenção ou a involução de todos.
A Amazônia já paga caro pela distância, pela dependência hidroviária e pela instabilidade histórica de investimentos estruturantes. Agora, paga também pela volatilidade climática. Ignorar essa soma é condenar a região à desvantagem permanente.
Há momentos em que um evento deixa de ser evento e vira instrumento com metodologia. A preparação do III Fórum ESG Amazônia, conduzida por CIEAM e Suframa, pode ser esse raro intervalo em que o Polo Industrial de Manaus decide fazer o que o Brasil costuma adiar: antecipar-se. E antecipar-se, agora, não é virtude abstrata. É estratégia de sobrevivência e de disputa.
O acordo União Europeia–Mercosul não inaugura apenas um novo corredor de oportunidades comerciais. Ele inaugura, sobretudo, um novo mapa de exigências — um conjunto de filtros técnicos, ambientais, reputacionais e regulatórios que passa a funcionar como “alfândega invisível” do século XXI. A Zona Franca de Manaus, que historicamente se construiu como solução nacional para um problema regional, precisa agora se preparar como solução regional para um problema global.