O Cerrado, um dos biomas mais importantes do Brasil, enfrenta uma crise ambiental silenciosa: o aumento alarmante de incêndios florestais. Segundo Letícia Gomes, doutora...
Por Herton Escobar - Jornal da USP
“Sempre que a ciência for atacada, temos que nos levantar.” Palavras do professor Ricardo Galvão, proferidas em 16...
O ministro da Educação, Camilo Santana, disse nesta quinta-feira (19) que o governo federal anunciará, ainda em janeiro, um reajuste no valor das bolsas...
A crise na Capes acontece poucas semanas após 33 servidores do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) , ligado ao Ministério da Educação e responsável pela execução do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), também apresentarem um pedido de demissão coletiva.
Escolhido como principal representante da Amazônia para compor a Academia Mundial de Ciência, TWAS, da sigla em inglês, Adalberto Luís Val recebeu o editor do Portal BrasilAmazôniaAgora , do qual é um dos fundadores, para falar de Ciência e de seu papel no enfrentamento das desigualdades regionais de um Brasil dividido e em crise. E aproveitou para questionar as promessas internacionais e messiânicas de apoio para pesquisa e desenvolvimento sustentável da Amazônia. Confira:
A concessão de uma hidrovia amazônica começa muito antes do leilão. Começa pelo reconhecimento de que o rio já possui usuários, economias, culturas e regras de convivência construídas ao longo de gerações. Um contrato pode organizar investimentos e cobrar por serviços comprovadamente entregues, mas sua legitimidade dependerá da capacidade de proteger a vida que precede a concessão e continuará no território depois dela.
A mobilização das entidades do Amazonas para trazer os atores federais ao debate logístico merece ser reconhecida. Durante muito tempo, a navegação amazônica foi tratada em Brasília como uma facilidade concedida pela geografia: rios largos, extensos e aparentemente inesgotáveis dispensariam a disciplina de planejamento reservada às rodovias, ferrovias e portos. As secas de 2023 e 2024 expuseram o preço dessa ilusão. A presença recente do Ministério de Portos e Aeroportos, da Secretaria Nacional de Hidrovias e Navegação e do DNIT abre uma oportunidade que a região não deve desperdiçar. Para aproveitá-la, será preciso qualificar o debate e distinguir uma obra necessária em certos pontos de uma política capaz de organizar todo o sistema.