A legalização do cânhamo industrial não deve repetir os vícios de cadeias predatórias: concentração de terras, apagamento de saberes locais, exportação de matéria-prima sem valor agregado. Ao contrário, deve inspirar uma nova economia: da floresta que cura, da ciência que emancipa, da produção que regenera.
Estamos, assistindo ao surgimento de uma economia que pensa como a floresta: integrada, complexa, resiliente. Do açaí à borracha, da fibra à plataforma digital, da pesquisa científica ao investidor global, a floresta em pé se converte em sistema produtivo e modelo de futuro. Um ecossistema de atores que mostra a Amazônia não apenas pelo que se conserva, mas pelo que se constrói a partir do respeito à sua lógica viva.
Do financiamento industrial à vocação regional: o papel da universidade pública na formação de empreendedores da floresta, articulando conhecimento, território e futuro.
Ao alinhar a força institucional da SUFRAMA com a expertise territorial do IDESAM, o Programa Prioritário de Bioeconomia constrói uma ponte entre o PIM e as florestas do interior, conectando ciência, mercado e floresta. É uma aposta estratégica em desenvolvimento regional com base na natureza, e não apesar dela.
"Ciência e inovação são ferramentas essenciais para transformar os recursos da Amazônia em riqueza sustentável, preservando a floresta e fortalecendo as comunidades locais."
A preservação...
O óleo de copaíba tem se tornado um pilar na economia de comunidades ribeirinhas na Amazônia, o extrativismo sustentável tem transformado a região e dado oportunidade para as pessoas, fortalecendo cadeias produtivas locais com apoio do BNDES e do Idesam.