Pesquisadores do INPA descobrem que o tangará-do-oeste, antes restrito a Colômbia e Peru, agora está habitando a Amazônia brasileira, ampliando significativamente a compreensão sobre a biodiversidade da região e suas áreas de conservação.
Um estudo inovador, analisando mais de 36 milhões de medições de plumagem, revelou a razão por trás das aves dos trópicos exibirem uma coloração significativamente mais vibrante em comparação com suas contrapartes em regiões mais frias.
Os problemas com a Justiça do ex-ministro Anderson Torres parece que não se encerram no golpismo. Dessa vez, o Ibama apreendeu dezenas de pássaros, sendo a maioria em estado crítico de extinção. Além disso, Torres foi multado por mutilar uma das aves.
A concessão de uma hidrovia amazônica começa muito antes do leilão. Começa pelo reconhecimento de que o rio já possui usuários, economias, culturas e regras de convivência construídas ao longo de gerações. Um contrato pode organizar investimentos e cobrar por serviços comprovadamente entregues, mas sua legitimidade dependerá da capacidade de proteger a vida que precede a concessão e continuará no território depois dela.
A mobilização das entidades do Amazonas para trazer os atores federais ao debate logístico merece ser reconhecida. Durante muito tempo, a navegação amazônica foi tratada em Brasília como uma facilidade concedida pela geografia: rios largos, extensos e aparentemente inesgotáveis dispensariam a disciplina de planejamento reservada às rodovias, ferrovias e portos. As secas de 2023 e 2024 expuseram o preço dessa ilusão. A presença recente do Ministério de Portos e Aeroportos, da Secretaria Nacional de Hidrovias e Navegação e do DNIT abre uma oportunidade que a região não deve desperdiçar. Para aproveitá-la, será preciso qualificar o debate e distinguir uma obra necessária em certos pontos de uma política capaz de organizar todo o sistema.