Os anfíbios tem uma importância enorme na manutenção do equilíbrio da cadeia alimentar e com isso da manutenção da saúde do bioma, tal desequilíbrio que a Mata Atlântica potencialmente sofre pode desencadear transmissão de doenças para a população
Pesquisadores constataram na Mata Atlântica mortandade sem precedentes de sapinhos que se desenvolvem longe da água com sinais de infecção pelo fungo quitrídio
Crime pode disseminar doenças entre populações selvagens, levar animais à extinção e ocasionar prejuízos ecológicos e à saúde humana. Todas as espécies são venenosas, alertam especialistas
Segundo o periódico Nature, Ecology and Evolution, 10 países concentram 70% do potencial de descoberta de espécies. O Brasil tem 10% das que ainda não foram descritas.
A concessão de uma hidrovia amazônica começa muito antes do leilão. Começa pelo reconhecimento de que o rio já possui usuários, economias, culturas e regras de convivência construídas ao longo de gerações. Um contrato pode organizar investimentos e cobrar por serviços comprovadamente entregues, mas sua legitimidade dependerá da capacidade de proteger a vida que precede a concessão e continuará no território depois dela.
A mobilização das entidades do Amazonas para trazer os atores federais ao debate logístico merece ser reconhecida. Durante muito tempo, a navegação amazônica foi tratada em Brasília como uma facilidade concedida pela geografia: rios largos, extensos e aparentemente inesgotáveis dispensariam a disciplina de planejamento reservada às rodovias, ferrovias e portos. As secas de 2023 e 2024 expuseram o preço dessa ilusão. A presença recente do Ministério de Portos e Aeroportos, da Secretaria Nacional de Hidrovias e Navegação e do DNIT abre uma oportunidade que a região não deve desperdiçar. Para aproveitá-la, será preciso qualificar o debate e distinguir uma obra necessária em certos pontos de uma política capaz de organizar todo o sistema.